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Preço de memórias RAM e SSDs vai aumentar em até 60%
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Preço de memórias RAM e SSDs vai aumentar em até 60%

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 11:32

2 min de leitura

Resumo rápido!

A TrendForce projeta aumentos de 55-60% nos preços de DRAM convencional e 33-38% em NAND Flash para o primeiro trimestre de 2026, impulsionados pela corrida das big techs por capacidade de servidor para IA. SSDs para consumidores devem subir mais de 40%, enquanto módulos DDR5 já saltaram de US$ 149 para US$ 239 em apenas dois meses.

A consultoria TrendForce divulgou sua projeção mais alarmante para o mercado de memórias desde a crise de fornecimento de 2018. Os fabricantes Samsung e SK Hynix estão realocando praticamente toda a capacidade de produção em nós avançados para atender contratos de longo prazo com Amazon Web Services, Microsoft Azure e Google Cloud, que travaram acordos que se estendem até 2027. Essa estratégia sufoca deliberadamente o fornecimento para fabricantes de PCs, smartphones e eletrônicos de consumo.

O apagão de capacidade criado pela IA

A raiz do problema está na matemática brutal da produção de HBM (High Bandwidth Memory), o tipo de memória usado em aceleradores como NVIDIA H200 e AMD MI300X. Cada wafer de HBM consome mais de três vezes a área de silício de um DRAM DDR5 comum, mas rende margens de lucro superiores a 60% — o HBM4 de 12 camadas, que começa a ser entregue agora em janeiro, custa US$ 500 por unidade, contra US$ 300 do HBM3e de geração anterior. Para os fabricantes, a conta é simples: priorizar HBM significa lucrar mais com menos volume.

O resultado prático é que módulos de servidor DRAM DDR5 registraram aumentos contratuais superiores a 60% em apenas 60 dias no final de 2025. Fontes da indústria reportam que chips PC DRAM DDR4 de 8Gb saltaram de US$ 1,35 em 2024 para US$ 9,30 em 2025, uma valorização de 688%. Os prazos de entrega se estenderam para mais de 7 meses, forçando integradores a aceitar preços spot ainda mais elevados.

SSDs também entram na Crise

O mercado de NAND Flash está seguindo a mesma trajetória. SSDs enterprise de alta capacidade (usados em datacenters) estão absorvendo toda a produção de chips QLC (4 bits por célula), deixando fabricantes de SSDs para consumidor sem matéria-prima.

A TrendForce projeta que SSDs cliente terão o maior aumento percentual entre todos os produtos NAND no primeiro trimestre, mínimo de 40%. Marcas como Kingston e Crucial já começaram a reduzir o mix de produtos, descontinuando modelos de 2TB e 4TB para focar em SKUs de 512GB e 1TB, onde a margem ainda é viável.

A TrendForce indica que a situação deve permanecer crítica durante todo o primeiro semestre de 2026. Os contratos de longo prazo assinados pelas big techs garantem alocação prioritária até 2027, e a transição de HBM3e para HBM4 (que começou em janeiro) vai pressionar ainda mais a capacidade no primeiro semestre, já que as linhas precisam ser reconfiguradas.

Fonte: Hardware.com.br

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